Douglas Ruas defende diálogo sobre futuro do Governo do Rio após assumir presidência da Alerj
Divulgação O novo presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Douglas Ruas (PL), afirmou nesta sexta-feira (17) que pretende se reunir com o governador em exercício, desembargador Ricardo Couto, para discutir os próximos passos diante da crise institucional que atinge o estado.
Após vencer a eleição para o comando da Alerj, Ruas destacou que o momento exige cautela, diálogo entre os poderes e busca pela normalidade institucional.
Embora, pela linha sucessória, o presidente da Alerj possa assumir interinamente o Governo do Estado, Douglas Ruas afirmou que ainda aguarda uma definição do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a situação.
“Estamos vivendo um cenário de excepcionalidade e precisamos agir com responsabilidade e diálogo. O objetivo é buscar a normalidade institucional e tomar as melhores decisões para a população do Rio de Janeiro”, afirmou.
O parlamentar também elogiou as medidas adotadas por Ricardo Couto, como auditorias em secretarias e revisão de contratos estaduais. Segundo Ruas, ações de controle e fiscalização são importantes diante do atual cenário financeiro do estado.

Douglas Ruas destacou ainda que o Rio enfrenta um déficit fiscal estimado em R$ 19 milhões e defendeu a adoção de medidas para reduzir gastos e equilibrar as contas públicas.
“É necessário buscar o equilíbrio fiscal. O corte de gastos e a revisão de despesas são fundamentais para reorganizar as finanças do estado”, disse.
O novo presidente da Alerj afirmou ainda que, caso venha a assumir o Governo do Estado de forma interina, pretende aproveitar parte das medidas já implementadas por Ricardo Couto.
Durante a coletiva, Ruas também destacou que sua eleição para a presidência da Alerj representa um novo fato político que poderá ser levado em consideração pelo STF na definição sobre quem assumirá o comando do estado.
Além disso, Douglas Ruas voltou a defender a realização de eleições diretas para governador, afirmando que a escolha pelo voto popular fortalece a democracia e dá mais legitimidade ao processo.
“Eu acredito que o exercício pleno da democracia passa pelo voto direto, quando o cidadão vai às urnas para escolher seus governantes”, concluiu.








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